quinta-feira, 3 de maio de 2012

Canadá fecha acordo de R$ 12,9 mi com 27 universidades brasileiras


brasil canada
Cerca de 30 reitores de universidades do Canadá visitam o Brasil nesta semana para fechar parcerias com instituições de ensino brasileiras que queiram selecionar estudantes para participar de bolsas de estudo e pesquisas no País. De acordo com a Associação de Universidades e Faculdades do Canadá (AUCC, ou Association of Universities and Colleges of Canada), que representa 95 entidades, a visita resultou em 75 acordos com pelo menos 27 universidades e faculdades brasileiras, e com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), em um investimento total estimado em R$ 12,9 milhões (6,74 milhões de dólares canadenses).
Em entrevista concedida em São Paulo nesta sexta-feira, o presidente da AUCC, Paul Davidson, afirmou que o objetivo é atrair, até o fim deste ano, cerca de 500 estudantes do Brasil ao Canadá - praticamente o mesmo número de brasileiros que hoje estudam em instituições de ensino superior no país da América do Norte. Além de bolsas, estão previstos intercâmbios e projetos de pesquisa a distância.
De acordo com o presidente da AUCC, atualmente, mais de 7 mil brasileiros vão todos os anos ao Canadá realizar cursos de idiomas, mas apenas poucos veem o local como uma opção para a realização de cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado.
"Hoje o Canadá é o principal destino dos brasileiros que querem aprender inglês e o segundo principal destino dos que querem estudar francês. Nosso objetivo é fazer agora com que o Canadá seja prioridade dos estudantes brasileiros de ensino superior que queiram aprofundar seus estudos e, no futuro, criar inclusive oportunidades para que trabalhem em indústrias", afirmou Davidson.
A visita dos reitores ao Brasil faz parte de um trabalho mais ambicioso de longo prazo: atrair cerca de 12 mil alunos de nível superior do Brasil ao Canadá através do programa Ciência sem Fronteiras nos próximos quatro anos, conforme adiantou na última terça-feira (24) o governador-geral do Canadá, David Johnston, durante encontro com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília.
"O Brasil é uma das nações que mais crescem no mundo hoje, e um outro objetivo (das parcerias) é, além de aprofundar as relações acadêmicas e econômicas entre os dois países, estimular a ida de canadenses para estudar no País. Isso tudo irá beneficiar tanto o Brasil quanto o Canadá, pois a ideia é, no futuro, que o conhecimento seja transformado em ação", afirmou Stephen Toope, reitor da Universidade de British Columbia em Vancouver.
Entre as instituições brasileiras que firmaram acordos com entidades canadenses estão a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), a Universidade de Brasília (UNB), a Universidade Federal de Sergipe (UFS), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), entre outras escolas federais, estaduais e privadas. Os acordos preveem intercâmbios de alunos e bolsas de ensino em diversas áreas de pesquisa, principalmente nas áreas de tecnologia, ciência, meio ambiente e engenharias, mas o objetivo é, nos próximos anos, ampliar a oferta de cursos de ciências humanas.
Além das parcerias entre universidades e faculdades, durante a visita às cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Brasília, a Mitacs (entidade de pesquisas canadense) também anunciou um acordo com a Capes para levar 450 alunos brasileiros de graduação ao Canadá, por meio programa Globalink, até 2014.
O anúncio das parcerias entre entidades canadenses e brasileiras é resultado de quase dois anos de negociação entre as instituições de ensino. Além do Brasil, o Canadá também firmou acordos semelhantes com a Índia, em 2010. "Nos próximos três anos, vamos avaliar os resultados desses acordos com o Brasil e a Índia para saber se têm dado o resultado esperado, se é possível ampliar a missão para outros países, ou aprofundá-la no Brasil", explicou Toope.
As universidades brasileiras que queiram firmar acordos com as entidades do Canadá podem se informar por meio do site do órgão responsável por parcerias com entidades de pesquisa no país (www.istp.canada.ca) ou pela página da embaixada no Brasil (www.brazil.gc.ca).

Fonte: Terra

segunda-feira, 30 de abril de 2012

UJS lança tese do seu 16° Congresso



A União da Juventude Socialista - UJS realiza seu Congresso Nacional a cada dois anos. Em 2012, no período de 07 à 10 de junho, na cidade do Rio de Janeiro-RJ, ocorrerá a sua 16ª edição com o tema "Nas Redes e nas Ruas, lutando pelo Brasil dos nossos sonhos!". Milhares de jovens de todo o país se reunirão para debater o Brasil que a juventude  e os demais segmentos, em especial os trabalhadores,  precisam e definir estratégias para lutar por esse país. Portanto, você que é jovem, não se conforma com injustiças, quer fazer algo para ajudar o nosso país, não fique só na vontade, venha para a luta também!

Durante os Congressos nos debruçamos sobre uma "tese" que contém tudo o que iremos debater nos dias do evento, previamente divulgada para que possamos estudá-la. A tese aprovada no final do Congresso, com as modificações que o conjunto da militância achar necessária, irá nortear nossa atuação até o próximo Congresso. Como a tese possui mais de 20 páginas, segue abaixo o seu primeiro tópico e ao final da postagem o link para acessá-la por completo:

"Nos quatro cantos do mundo, a juventude tem ocupado as redes sociais e as ruas em torno de mobilizações políticas importantes. Seja na “Primavera Árabe”, com os #Indignados de Madri, os lutadores do #occupywallstreet em Nova Iorque, nas massivas mobilizações estudantis no Chile ou no agosto verde e amarelo e no #ocupebrasilia por 10% do PIB para a Educação dos estudantes brasileiros, a juventude segue revoltada com as desigualdades e injustiças que o capitalismo nos impõe. Mas, ao mesmo tempo, renova e reforça sua capacidade de sonhar e lutar por um novo mundo, mais justo e solidário. Nós somos da União da Juventude Socialista, organização revolucionária com milhões de faces que dão a cara jovem ao Brasil. Somos socialistas, somos jovens e andamos abraçados com o futuro e em busca da felicidade.

A cada dois anos, realizamos o Congresso Nacional da UJS, em que debatemos e renovamos as nossas idéias. O Congresso da UJS é o espaço onde reunimos jovens que acreditam e lutam diariamente para transformar os nossos sonhos em realidade. Estamos presentes nos mais diversos setores da sociedade: no movimento estudantil, na cultura, na luta em defesa das mulheres, nas paradas LGBTs, nos sindicatos, no hip hop, no combate ao racismo, na defesa do meio-ambiente e em muitas outras lutas e movimentos. A UJS é o centro de organização de todas as formas de luta da juventude brasileira!

Somos do time que acredita no Brasil e que corre atrás dos nossos sonhos! Temos orgulho de viver no Brasil da Copa do Mundo de 2014, das Olimpíadas de 2016 (seremos o 1º país da America Latina a sediar uma Olimpíada), da pátria que, nos últimos 8 anos, tirou mais de 30 milhões de brasileiros da pobreza. E nos orgulhamos, especialmente, de ter sido a primeira organização de juventude a levantar a bandeira do PROUNI, programa que já colocou mais de 1 milhão de jovens pobres na Universidade!"

Confiram a tese na íntegra no link: Tese do 16° Congresso da UJS. Participe dos debates do Congreso, filie-se à UJS! Faça parte do time que luta para o Brasil vencer!

"Não nascemos para o silêncio!"

segunda-feira, 23 de abril de 2012

União Municipal dos Estudantes de São José dos Pinhais voltará a funcionar apos muito tempo de abandono



São José dos Pinhais, uma das maiores cidades do estado tem passado por grandes mudanças, uma delas acontece no movimento estudantil, onde no ano passado dirigentes da UPES investiram em todos os colégios e fizeram da cidade uma das maiores bancadas presentes no congresso.


Diversos estudantes, interessados em mudar a realidade da educação da cidade e do estado, foram encontrados no processo do congresso, estudantes esses que no inicio desse ano foram os responsáveis pela campanha "Nós só queremos ser ouvidos" da UPES que tinha como objetivo a fundação de novos grêmios estudantis na cidade. 

Agora é a vez dos estudantes de São José avançarem ainda mais. No dia 28 de abril, a partir das 01 da tarde na Faculdade Metropolitana de Curitiba (FAMEC) acontecerá o congresso de Reconstrução da UMES de São José dos Pinhais. O congresso que reunira todos os jovens secundaristas da cidade todo tem tudo para ser um grande evento.

O Conumes tem como objetivo fazer a entidade estudantil secundarista da cidade voltar a ser o que era no passado. UMES essa que já fez muito por todos estudantes secundaristas de São José dos Pinhais e hoje se encontra em uma situação complicada de abandono. Os estudantes junto com a UPES têm a missão de cumprir esse objetivo.

Você que deseja participar, poderá debater algumas pautas importantes como movimento estudantil e educação, comunicação, e juventude, acesso a cultura, esporte e lazer e também um debate especial que acontece no estado inteiro sobre o evento do Rio+20. Além disso, durante o congresso também teremos uma pesquisa do grupo O Boticário sobre o que a juventude quer para o futuro.

Venha participar do congresso da UMES SJP, prepara a caneta e o papel e anotem os dados: 
Data: 28 de Abril de 2012
Local: Faculdade Metropolitana de Curitiba (FAMEC)
Av. Rui Barbosa, 5881 - Afonso Pena
Hora: A partir das 13hs da manhã

                                                                                                                                                                                  Do Coletivo UPES de Comunicação


Ler mais: http://upespr.webnode.pt/

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Entidades criticam reunião fechada sobre investimentos na Educação



Encontro nesta terça-feira não ocorrerá em audiência pública, no parlamento, como pleiteado inicialmente. Se dará no gabinete do ministro Guido Mantega, a portas fechadas




Os deputados da Comissão Especial criada pela Câmara para discutir o Plano Nacional de Educação (PNE) se reúnem nesta terça (10), com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para cobrar a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na Educação. O encontro, porém, não ocorrerá em audiência pública, no parlamento, como pleiteado inicialmente pelos deputados da Comissão, com o apoio das organizações da sociedade civil. Se dará no gabinete do ministro, a portas fechadas. E, por isso, já provoca protestos.
Em Carta Aberta, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação – coletivo que reúne mais de 200 entidades que representam trabalhadores, movimentos sociais e dirigentes municipais e estaduais da educação – afirma que “considera fundamental o envolvimento – ainda que tardio – da área econômica do Governo Federal no debate sobre o novo plano educacional”. Entretanto, define como “preocupante” o fato dos deputados irem ao gabinete do ministro para discutir o financiamento da educação, em vez de recebê-lo em audiência pública, aberta a toda a sociedade.
“O princípio político adotado pelo governo está equivocado. O ministro Mantega é que deveria ir à arena em que o debate está sendo travado. A ida dos parlamentares ao gabinete dele retira a possibilidade da sociedade acompanhar e intervir no debate, além de fragilizar o poder legislativo e o debate público sobre o tema”, afirmou à Carta Maior o coordenador da Campanha, Daniel Cara.
Ele recorda que o investimento dos 10% do PIB na Educação é um dos raros temas consensuais na sociedade, recebendo apoio dos setores mais diversos.
Além das entidades que integram a Campanha, ele destaca o posicionamento favorável aos 10% da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central Sindical e Popular Conlutas, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG). “Das mais de três mil emendas apresentadas durante a tramitação do PNE, apenas uma imputava percentual menor do que 10%”, exemplifica.
Cara ressalta, também, que vários estudos técnicos e pesquisas provam que o país pode investir o percentual na área. O Comunicado 124 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulado “Financiamento da educação: necessidades e possibilidades” aponta, inclusive, soluções para aumentar a arrecadação e garantir os recursos necessários. “Se o governo decidir não investir os 10%, será uma decisão política e, por isso mesmo, o ministro precisa comunicá-la à sociedade”, reforça.
Para o coordenador, o governo evita o debate porque será obrigado a admitir que a União é o ente federado que menos investe em educação. “De cada R$ 1 investido na área, R$ 0,41 provém dos Estados, R$ 0,29, dos municípios e apenas R$ 0,20, da União. E, desse percentual da União, a maioria vai para a educação superior. Nós queremos que ela mantenha esse montante, mas também contribua mais com a educação básica”, esclarece Cara.
Do Site da UNE

sábado, 7 de abril de 2012

Ovo de 20 quilos é doado para abrigo de crianças no Distrito Federal



Chef abraça o ovo em exposição na loja, no Sudoeste, em Brasília   (Foto: Káthia Mello/G1)Um ovo gigante de chocolate foi doado na manhã deste sábado (7) a uma instituição que abriga crianças para adoção na Asa Norte, no Distrito Federal. O ovo tem um metro de altura e 20 quilos e foi produzido com puro chocolate belga. O produto custa R$ 3 mil, o equivalente a R$ 150 por quilo.

A doação foi feita pela dona do estabelecimento que produziu o ovo gigante. O produto ficou dez dias exposto na vitrine da loja de chocolates. De acordo com a chef chocolatier Anna Kaebisch, proprietária da loja, foram feitas cinco encomendas do produto para empresas.
Chef abraça o ovo em exposição na loja, no Sudoeste, em Brasília (Foto: Káthia Mello/G1)







  Segundo Ana, o ovo é todo artesanal e foi feito por ela e o marido. “Acho que sou exagerada e penso muito em mim na hora de produzir. Eu gostaria de ganhar um ovo desse tamanho”, disse a chef.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Brasil tem déficit de 40 mil engenheiros



A escassez de profissionais para trabalhar em campo com infraestrutura melhora propostas salariais, mas prejudica a produção tecnológica do país e reduz a quantidade de mestres e doutores
      Se a Engenharia é a sua área, há grande chance de você ser disputado pelo mercado de trabalho assim que estiver com o diploma nas mãos. O motivo é simples, mas difícil de ser resolvido. O Brasil está carente de engenheiros, principalmente no campo técnico – focado na engenharia prática, longe das esferas administrativa, financeira e de consultoria. O país forma, em média, 40 mil profissionais por ano, enquanto a demanda é o dobro disso.
     Do total de formandos, apenas um terço atua na parte técnica. O restante, ou monta a própria empresa (e trabalha com consultoria), ou está em áreas mais burocráticas (como a financeira e a administrativa), que, na última década, contrataram muitos engenheiros pagando salários muito atrativos aos novos profissionais.
Hoje o panorama é outro. Com o mercado de infraestrutura superaquecido, a necessidade de mão de obra técnica aumentou e há dificuldade de encontrar engenheiros recém-formados, assim como seniores, com mais de cinco anos de profissão. “Toda vez que a economia cresce, aumenta também o investimento em infraestrutura, o que logicamente precisa de engenheiros para existir. Se o país não os encontra aqui, vai importar mão de obra de outros países”, explica Vanderli Fava de Oliveira, diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge).
    Se por um lado a importação resolve o problema imediato de carência de profissionais, por outro deixa o desenvolvimento do país submetido à tecnologia estrangeira, o que não é positivo para uma nação que precisa se desenvolver. Para tentar resolver o problema, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) organizou um censo entre os profissionais para descobrir onde eles estão atuando e incentivá-los a trabalhar na área técnica. O levantamento terminou no início deste mês e os dados ainda estão sendo analisados.
    “No total, temos registrados 800 mil profissionais [no país], mas nem todos exercem a profissão. Isso corresponde a seis engenheiros para cada cem pessoas, enquanto nos países europeus e asiáticos a média é de 25”, explica o presidente do Confea, José Tadeu da Silva.

Evasão

  Apesar da falta de engenheiros, a quantidade de graduações em Engenharia no Brasil – em todas as 60 habilitações – aumentou seis vezes em 15 anos. Saltou de 454 cursos em 1995 para 3.045 em 2012. Entre as áreas que mais cresceram está a Engenharia da Produção, que passou de 30 para 450 cursos.
    O principal motivo para os cursos não darem conta de suprir a necessidade de mão de obra é a taxa de evasão das engenharias, que é de 43%, segundo dados da Abenge. As causas da desistência são várias. Entre elas estão a dificuldade que os estudantes têm em disciplinas como Matemática e Física e a defasagem da educação básica. “Estamos formando alunos fracos no ensino fundamental e médio, que não dão conta de encarar um curso pesado como Engenharia. O estudante entra e mal consegue compreender um texto, quanto mais entender cálculos complexos”, comenta o professor de Engenharia Elétrica da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) José Soares Coutinho.
Alto salário inibe formação continuada
    
O mercado superaquecido também é responsável por tirar engenheiros da sala de aula. A falta de profissionais no país faz com que os salários aumentem e superem facilmente o que é pago em bolsas de mestrado e doutorado – R$ 1,2 mil e R$ 1,8 mil, respectivamente.
    Nesse contexto, em vez de terminarem a graduação e darem continuidade aos estudos, os novos engenheiros preferem ingressar no mercado de trabalho, que paga até R$ 15 mil em áreas em que a oferta de profissionais é ainda menor, como Engenharia do Petróleo. “Se o engenheiro aceita viajar para onde a empresa precisar, o salário tende a ser maior do que isso. Petróleo, por causa da descoberta do pré-sal, é uma área que precisa desesperadamente de gente capacitada”, diz Vanderli Fava de Oliveira, diretor de Comunicação da Associação Brasileira de Educação em Engenharia.
     Mesmo nas áreas em que não há tanta carência, os salários para recém-formados também são altos e ficam entre R$ 5 mil e R$ 8 mil. Com esses valores torna-se difícil convencer o estudante a focar na pós-graduação. Embora só bolsistas sejam proibidos de trabalhar enquanto estudam, alunos e professores garantem ser muito difícil conciliar as duas atividades.
    “Em cidades com um parque industrial grande, como Curitiba, é bastante comum a baixa procura pela pós-graduação. Na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), temos alguns casos. Há cursos que oferecem 80 vagas mas têm apenas 50 inscritos”, explica o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UTFPR, Luiz Nacamura Júnior.

Pouco interesse
Mesmo com o aumento da oferta de mestrados e doutorados no país – crescimento de 31% em cinco anos –, a falta de interesse por continuar a formação já é percebida na graduação. A adesão a programas de iniciação científica, como o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PBIC), é baixa. O motivo é o mesmo: enquanto estágios pagam cerca de R$ 1 mil, a remuneração do PBIC fica em R$ 360.


Para incentivar a especialização, universidades e empresas têm investido em mestrados profissionais, nos quais o aluno continua a trabalhar e relaciona a pesquisa à sua atividade. “A instituição de ensino precisa estudar no programa de mestrado ou doutorado a mesma área que a indústria, que emprega o aluno, pesquisa”, comenta o coordenador-geral de pós-graduação da UFPR, Edilson Sérgio Silveira. Grandes empresas e indústrias também apostam em cursos voltados a pesquisas específicas. O profissional trabalha, pesquisa e faz curso de aperfeiçoamento. É o que se chama de universidade corporativa.

GPP.com

segunda-feira, 2 de abril de 2012

JORNADA ESTADUAL DE LUTAS EM CURITIBA, É DIA 03 DE ABRIL!!



Em parceria com as centrais sindicais, entidades estudantis saem às ruas em defesa do desenvolvimento do Brasil



Na próxima terça-feira (3), União Paranaense dos Estudantes (UPE) e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), ao lado de trabalhadores e movimentos sociais, prometem uma grande marcha como atividade deste Março Verde e Amarelo.


Entre os assuntos abordados, estarão as pautas nacionais sobre desindustrialização do Brasil, o corte no orçamento federal que afeta em grande parte o setor da educação e a exigência da redução nas altíssimas taxas de juros do país. Na pauta local, serão discutidos temas que envolvem a educação como a necessidade de mais investimentos nos ensino superior e secundarista.


Para o presidente da UPE, Rafael Bogoni, o investimento em educação deve ser prioridade. ‘’Precisamos de investimento maciço e não corte de verbas. O PIB do estado do Paraná vem crescendo nos últimos anos, a receita aumentou, por isso não vemos motivos para cortar a verba da educação’’, salientou.


A parceria com as centrais sindicais visa chamar a atenção das autoridades para o problema da desindustrialização do país. ‘’ A pauta referente à desindustrialização é muito importante, pois afeta diretamente o desenvolvimento do Brasil, que implica na educação e que implica em mão de obra qualificada. Pretendemos chamar a atenção das autoridades quanto a essa questão’’, finalizou Bogoni.


Comunicação UNE

quinta-feira, 29 de março de 2012

Câmara lança Parlamento Jovem Brasileiro 2012


Estão abertas as inscrições para o programa Parlamento Jovem Brasileiro, promovido anualmente pela Câmara dos Deputados em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed). Estudantes com idade entre 16 e 22 anos que cursam o 2º ou o 3º ano do ensino médio devem se cadastrar diretamente nas secretarias de suas escolas em todo o Brasil. O prazo para as inscrições termina em 15 de junho.
O programa oferece uma oportunidade de imersão parlamentar, por meio da qual os jovens simulam o trabalho dos deputados na própria Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro vai ocorrer entre 24 e 28 de setembro.
O estudante deve criar projeto de lei, que deverá ser apresentado na secretaria de sua escola, juntamente com a ficha de inscrição e a documentação requerida. O projeto deverá abordar temas nas seguintes áreas: agricultura e meio ambiente; saúde e segurança pública; economia, emprego e defesa do consumidor; educação, cultura, esporte e turismo.
Jornada Parlamentar
O Parlamento Jovem Brasileiro, instalado anualmente, é regulado pelo Ato da Mesa n.º 49/04 e pela Resolução 12/03 da Câmara dos Deputados. O programa tem por finalidade possibilitar aos alunos de escolas públicas e particulares a vivência do processo democrático, mediante participação em uma jornada parlamentar na Câmara dos Deputados.
A primeira edição do programa ocorreu em 2004. Desde então, participaram 613 jovens parlamentares estudantes do ensino médio.
Os deputados jovens são pré-selecionados pelas secretarias de Educação dos respectivos Estados, que encaminham os projetos ao Consed. Por sua vez, o conselho envia os projetos à Câmara dos Deputados, onde uma comissão, formada por servidores da área legislativa, irá escolher os projetos participantes.
O número de representantes por Estado e pelo Distrito Federal é proporcional ao número de deputados federais. São selecionados, ao todo, 78 deputados jovens.
Serviço
Parlamento Jovem Brasileiro 2012
Inscrições: até 15 de junho
Orientações gerais: projeto de lei, ficha de inscrição e documentação pessoal devem ser entregues na secretaria da escola do aluno.
Participantes: alunos de 16 a 22 anos, regularmente matriculados no 2º ou 3º ano do ensino médio de escolas públicas ou particulares de todo o Brasil.
Realização: de 24 a 28 de setembro de 2012, na Câmara dos Deputados em Brasília, DF.
Informações: (61) 3216-1771 e 3216-1772



UJS-Brasil

quarta-feira, 28 de março de 2012

Ciência e Saúde


Americano ganha mandíbula, dentes e língua em transplante de face, O maior transplante facial do mundo


Homem se submeteu ao mais extenso transplante facial  (Foto: AFP)Médicos dos Estados Unidos realizaram o mais extenso transplante facial de que se tem notícia, dando ao paciente uma nova face com mandíbula, dentes e língua novos.
Os detalhes foram divulgados na última terça-feira (27) pela Universidade de Maryland, onde a operação foi realizada.
Richard Lee Norris, o paciente de 37 anos, vivia em reclusão após ter sido severamente ferido por um acidente com uma arma de fogo em 1997, segundo a universidade. Até o transplante, ele só saía à rua usando máscara.
Ele havia perdido seus lábios e seu nariz no acidente e tinha movimentos limitados na boca.
A cirurgia durou 36 horas, entre 19 e 20 de março, mas é parte de uma série de transplantes que, em 72 horas, usaram órgãos de um doador em cinco pacientes, incluindo Norris.
O procedimento foi financiado pela Marinha norte-americana, que tem a expectativa de que as técnicas possam ser usadas para tratar soldados feridos no Iraque e no Afeganistão.
O governo dos EUA estima que mais de 200 militares feridos em guerra possam necessitar de transplantes faciais.
Volta à vida
Eduardo Rodríguez, chefe de cirurgia plástica reconstrutiva do centro de traumas do hospital da Universidade de Maryland, disse esperar que seu paciente possa agora voltar a viver normalmente.
'Nosso objetivo é restaurar as funções (motoras) e ter resultados estéticos satisfatórios', declarou.
A equipe de Rodríguez relata que agora Richard Lee Norris é capaz de escovar seus dentes e se barbear. Também recuperou sua habilidade de identificar cheiros.
Segundo a universidade, a cirurgia de Norris era discutida desde 2005, quando a França realizou o primeiro transplante facial da história, em uma mulher que havia sido atacada por um cachorro.
Em 2010, cirurgiões espanhóis realizaram o primeiro transplante facial completo.
Fonte: G1 Portal de noticias

Professores municipais de Campo Largo, no PR, entram em greve


Paralisação começou na manhã desta quarta-feira (28).
Com a greve, 13 mil alunos estão sem aulas.


Professores da rede municipal de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, entraram em greve por tempo indeterminado na manhã desta quarta-feira (28). Segundo informações da prefeitura, eles começaram uma passeata por volta das 8h e seguiram até o gabinete do prefeito. A reivindicação é por melhores salários.
Em reunião com 30 representantes dos educadores e com o secretário de educação Norton Nori Pooter, ainda durante esta manhã, a proposta de aumento de 15% foi recusada.
Atualmente o salário dos professores de Campo Largo é de R$ 1.575,22 e de R$ 1.811,50 para os graduados.
Com a paralisação, cerca de 13 mil alunos ficaram sem aula.
Fonte: G1 portal de noticias